domingo, 7 de outubro de 2012

Sete Dias, Sete Vidas e o Ser Inflexível

Em mais uma data oficial do calendário do circo da humanidade brasileira a plateia, mais uma vez, como se confirmasse um gosto perpétuo pela vida que participa, foi condicionada a escolher um entre uma plêiade de candidatos que, apesar de tal condição, tornam-se semelhantes a bonecos de massa, fabricados por sabe-se lá quem. Os fantásticos ideais que há muito jazem no cemitério intelectual de cada político, seja ele eleitor ou candidato, serviram apenas como base para a formação das máquinas deste sistema egoísta no qual estamos inseridos. Os cidadãos brasileiros e os do mundo somos marionetes, com tendências suicidas e vegetativas. Facilmente tornarmo-nos robôs programados, obrigados e condicionados ao que o ideal dominante impõe.

Que droga de humanidade. Sempre atrasando a novidade. Que droga de política inventada pela humanidade, que ama a mesmice e abusa da hipocrisia. "Novidade". "Promessa". Que merda de autruísmo deturpado: só um pensou no próximo sem antes ter pensado em si. Este se foi com promessas de voltar. Onde quer que Ele esteja, espero que não tenha se arrependido, tornando-se um mentiroso. Também torço para que o problema dEle não tenha sido outro: ter-se deixado levar pelos os péssimos hábitos da humanidade destes tempos: condicionada a regras de caráter escravocrata.

E outubro ainda deu sete dias de presente para reflexão.

Sejam bem-vindos ao ponto de partida. Aliás, sejamos bem-vindos, já que mesmo sendo contra esta viagem absurda, não posso abandonar o navio sem que suje minhas mãos. E eu ainda não quero isso.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Virtual


Enquanto uns se divertem
Outros entrertem

Conversas fiadas são traçadas
E consequentemente acumulam dívidas
Que possivelmente jamais serão pagas

Só lamento às imaginações.
A elas não...

Ao corpo que periga jamais receber
O que outrora fora prometido pela
mente


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Trajetória

Enquanto lhe sugavam a energia, julgando eles que assim ele sucumbiria, a tal simplesmente se recompôs. Algo o revigorou através da mente e de seus hábitos fieis a sua personalidade. Sabia que o que havia de vir era apenas utopia. Imaginava. O espelho refletia a estética admirada por muitos. O que muitos não sabiam era que esta duraria apenas cinco minutos mais. Era tão efêmera quanto as próprias ideias.

Enquanto acreditavam numa eternidade utópica, ele personificava a realidade mutável e descartável tal como a pele. E antes, reis chegaram a se ajoelhar, mas aquela os renegou, pois sabia que a insanidade não cessara de lhes tragar como a alguém que, inconscientemente, se entrega ao vício.

Ele a julgava "um bom pastor". E certamente fora, confiava. Em meio a tanto idealismo, o tal jamais se desapegou do proselitismo e guerreava, pois era verdadeiro, por isso defendia tudo aquilo que acreditava.

O que sua mente, também cheia de tormentos, defende neste momento?

domingo, 19 de agosto de 2012

Fode-se



Certo dia ele se perguntou por que tanta mesquinhêz, mas quando ousou disparar uma resposta notou que assemelhava-se a um sovina pobre. A cerveja estava por acabar e a erva já tinha sido consumida no dia anterior, sob a intercessão de um antigo colega de trabalho. A vida era o que era e, naquele momento, só o destino com novidades, pra ele quase sempre imediatas, poderia satisfazê-lo. Mas isso não ocorreu, pelo menos ainda. Tirando a terceira ideia que lhe tomara o juízo: escrever. De repente descobrira e aperfeiçoara um pouco mais o que sempre soubera: a vida é justa.

Finalmente enxergara que ela dava o que a ela pedissem. E a regra tornara-se universal. E a justiça afinava-se.

No fundo, aquele pedido não era o que ele precisava. O convite recusado era para ter sido recusado, jogado no lixo. Como fora. Aquele convite havia chegado num momento errado, julgou precipitado; e aquele beijo dado, comemorou por não ter acontecido. A vida é uma eterna espera pelo destino e quem espera tem duas opções: aguentar firme ou despencar. Se é vivo em carne, despencar é o destino, mais cedo ou mais tarde.

Que ironia. Neste mundo, insignificantes destroem insignificantes numa tentativa imbecil e miserável de tentarem manter-se de pé por algumas horas a mais, sob as custas de bondosos, de menos favorecidos, de imbecis ou até mesmo sob o amparo de assassinos, inclusive os em potencial.

Neste mundo, os aproveitadores também vão cair mais cedo ou mais tarde. Pobrezinhos.

Disso ele sabia e daria seu último gole, antes de também cair, àquele que planejou e cumpriu uma jornada exatamente da maneira que planejou.

E porque até hoje não cansa de pensar, modifica as coisas ao seu redor.

De repente acordara e vira que não tinha ninguém ao seu lado. Uns estavam viajando. Outros afastados pela sua arrogância. Outros afastados pela arrogância. Outros distantes pela falta de interesse. Outros, pela falta do que subtrair. Outros por serem amigos.

Desejou que permanecessem afastados, pois evitariam-lhe o trabalho de ter ele mesmo que lhes afastar sob a ira de sua grosseria a qual nem ele, mesmo em seus 64 anos de idade, aprendera a dominar, devido a tamanha capacidade de mutação.

Por falar nisso, por que não te fodes? Falta-te instrumento, ordem ou coragem?

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A capa sobre o teto

Quantas vezes forem necessárias irei reafirmar o que dissera. Quantas vezes foram necessárias irei corrigir o que dissera. Porque não há verdade absoluta, não existe padrões fixados em forma de lei, se nos referimos ao viver. Porque somos seres humanos, pensantes, portanto atuantes. E quem atua procura fazer de sua melhor forma. Assim eu faço quando eu quero.

Pergunto a mim e a quem souber responder qual o objetivo das pessoas que mantém capa transparente sobre o teto de vidro de suas próprias vidas. Hipócritas, cheios de falácias. Ignorantes que escurecem corações a cada maledicência proferida. Falta de amigos? Talvez de mais emoção na vida. Desilusão? Não. Comodismo. Falta de amor.

Companheirismo, solidariedade... Humanidade, humildade.


Penso que enquanto não desenraizarmos os preconceitos que nos sugam a vitalidade, jamais seremos dignos de andar de cabeça erguida, como muitos o fazem e, achando pouco, ainda proferem mentiras da mais baixa estirpe: "eu sou um homem com agá maiúsculo".

A inteligência talvez seja o dom que mais precise ser gerenciado, pois se vou em busca de mais conhecimentos, mais dúvidas me chegam; mais ignorante se torna quem está ao meu redor; soberbo poderei me tornar; louco poderei me tornar. É perigoso, uma faca de dois gumes. 

Diverti-me quando ouvi num programa de humor: "ser inteligente dói, me deixem ser burra". Muito eu ri.

Se sois burra ou burro, não sei. Mas pelo menos tenha o mínimo de noção e aprenda a identificar aquilo que é bom pra você e, principalmente, para aqueles que você quer bem. 

"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Sobre o que é o amor. Sobre o quê? Eu nem sei quem sou.



terça-feira, 5 de junho de 2012

Importância do espelho


Nunca disse que era, nem que sou perfeito. Aliás, neste mundo, quem o é? É muito fácil abrir a boca, mover a língua e disparar palavras venenosas em direção a quem quer que queiramos.

Não julgo, nem critico ninguém que às profere contra mim ou contra os meus. Somos livres para pensarmos e agirmos como quisermos, mas é preciso cautela antes de praticar. O que quer que faça, faça com amor, pois quem está amparado por este sentimento, tudo pode vencer.

Paciência e saúde para aguentar as críticas e as intempéries desta vida é tudo que peço a quem pode me dar. E quem pode me dar, somente eu sei.

Ouvindo Amy Winehouse, lembrei-me de quanto podemos ter se formos fieis aos nossos hábitos. O sucesso, as amizades, os amores, as doses de diversão, os exageros (porque eles também fazem parte) e a morte só acontecerão de maneira “saudável” se tivermos tal paciência e o amor, necessário a todas as criaturas, a todas as coisas.

Que neste mês, cheio de eventos, festivais, estejamos firmes, com o pensamento firmado no que é bom e próspero.

Que todos tenhamos ótimas comemorações nos festejos de Santo Antônio, São Pedro e São João.

"É sempre fácil
examinar as consciências alheias,
identificar os erros do próximo,
opinar em questões que não nos dizem respeito,
indicar as fraquezas dos semelhantes,
educar os filhos dos vizinhos,
reprovar as deficiências dos companheiros,
corrigir os defeitos dos outros,
aconselhar o caminho reto a quem passa,
receitar paciência a quem sofre
e retificar as más qualidades de quem segue conosco (...)"

(Xavier, 1978)

Tenhamos uma promissora festa junina!!


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Casamento, casa e mente

Fogueira: Céu das Sete Colinas. Garanhuns-PE

Para você o casamento tal como ele é conhecido: realizado em igreja; com a bênção de líderes religiosos; testemunhas; festa comemorativa; enxoval; convidados; registro em cartório etc., é uma instituição social que tem como essência tornar a vida de duas pessoas pura e eternamente feliz?

Pois é. Se você respondeu não, eu concordo com você. Mas não pense que eu sou contra os casamentos. Pelo contrário, dou a maior força e admiro bastante aquele que se prontifica a dividir seus lamentos e alegrias com outra pessoa debaixo do mesmo teto durante praticamente 24 horas, todos os dias da semana.

Casamento para mim tem outra conotação e é mais valoroso que trocas de meros beijos e abraços, de convicções de que se tem "um alguém pra dizer que é só seu" [pode-se ser convicto quando a convicção é sobre um ser humano?] e jamais levará em conta aquele velho assunto conservador: "de que temos a obrigação de perpetuar a espécie".

Oh, tolos!
"O mundo está em balanço, e tudo vai balançar"


Nosso casamento

Antigos costumes se reformulam. A Terra, que outrora comportava 1 milhão de pessoas, hoje já tem mais de 8 bilhões. A maioria delas em busca de um espaço para morar - de preferência com vários hectares de extensão territorial, ou vista para o mar, ou quem sabe terrenos para a produção ou criação de algum produto que dê lucro. E a Terra? Esta se acaba aos poucos. Morre a troco de suportar toda ganância e mimos do soberbo ser humano.

O casamento, a casa e a mente.

Flores do Império Juramidam. Um casamento perfeito
Casar também é arriscar. É emparelhar e estar ciente de que um dia o vento bate e o emparelhamento pode cair. E o vento bate mesmo. Quando o AMOR está dentro da mente, ele pode ser irradiado para a casa e o equilíbrio entre os dois se torna inabalável! É neste tipo de casamento que eu acredito, admiro e quero para mim!

Não me interessa status, não me interessa credo religioso, não me interessa a pessoa em sua forma bruta. O que me interessa é seu interesse. Interesse em evoluir a espécie não em quantidade, mas em qualidade, a começar por si e, quem sabe, por mim!

Eu, durante este final de semana, fiz vários casamentos! Casei minhas ideias e descasei outras; casei a minha amizade - nesse sentido, a troca foi intensa e constante; casei meu olhar também. Até meus pensamentos se casaram! Nesse sentido, mesmo que tendo sido por pouco tempo, o que senti foi que eu tenho muita sede de casamento!

Não sou um obcecado sugador de sensações. Diria ser um poligâmico numa relação ardente de amor com mentes abençoadas e pessoas amabilíssimas.

Força, fé, coragem e dedicação





Viva a nossa irmandade e ao nosso casamento!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Os signos que queremos ao nosso lado

Quando viajamos é assim, sempre ocorrem oscilações entre acontecimentos. Será assim a viagem do astral? Será assim a nossa última viagem?

Pelo nosso caminho muitos signos se apresentam e com eles, novos olhares e novas perspectivas. É imprescindível que saibamos discernir qual desses objetos semióticos queremos que nos acompanhem pelo resto de nossa fase transitória. Uma visita, um gesto, um sorriso, um bom dia, uma solidariedade, um projeto de amizade, um projeto de discórdia, cachoeiras, rios e riachos, um jeca, mais risos, conhecimento, aprendizagem, irmandade, religiosidade - ou não -, todos signos daquilo que podemos e devemos escolher (e bem) para nossas vidas.

O segredo para uma boa vida é viver corretamente. O conceito daquilo que é correto ainda é subjetivo,  só o saberemos, somente, no momento em que formos julgados por Deus - ainda subjetivo. O que é, quem é, de onde é, como é, são perguntas que você mesmo pode responder: observe a sua cabeça. Afinal, muitos dizem por aí que ela é o teu guia. Não é?

"E se ele não o faz isso fisicamente, faz por meio de leituras! Por que se diz que um dos defeitos do sagitariano é a arrogância? Porque, de alguma forma, ele está sempre um passo a frente das outras pessoas."
Vanessa Tuleski

Eu diria não arrogância, sim interesse. Pois aqueles que procuram encontram os caminhos e, consequentemente a inteligência, quiçá a SABEDORIA, um dos dons divinos.




A arrogância é um ser presente em todos os humanos e, assim como os demais sentimentos negativos, deve ser combatida a ferro e fogo!


"Elemento Fogo: valoriza muito o mundo ideal. E no mundo ideal não há mentiras."
Vanessa Tuleski

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Estudo: Hora da Provação

Salmos 141 e 142 
Hino de Davi, quando estava na caverna. Oração.

"Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se
arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá?"

"Minha voz lança um grande brado ao Senhor, em alta voz imploro ao Senhor. Ponho diante dele a minha inquietação, eu lhe exponho toda a minha angústia. Na hora em que meu espírito desfalece, vós conheceis o meu caminho. Na senda em que ando, ocultaram-me um laço. Olho para a direita e vejo: não há ninguém que cuide de mim. Não existe para mim um refúgio, ninguém que se interesse pela minha vida. Eu vos chamo, Senhor, vós sois meu refúgio, meu quinhão na terra dos vivos. Atendei ao meu clamor, porque estou numa extrema miséria. Livrai-me daqueles que me perseguem, porque são mais fortes do que eu. Tirai-me desta prisão, para que possa agradecer ao vosso nome. Os justos virão rodear-me, quando me tiverdes feito este benefício." 

Brado: Clamor.
Angústia: Sofrimento, ansiedade, aflição, agonia.
Desfalecer: Enfraquecer.
Senda: Caminho estreito.
Laço: Aliança ou Armadilha.

Pesar, aflição e angústia

Senhor, ouvi a minha oração; pela vossa fidelidade, escutai a minha súplica, atendei-me em nome de vossa justiça. Não entreis em juízo com o vosso servo, porque ninguém que viva é justo diante de vós. O inimigo trama contra a minha vida, ele me prostrou por terra; relegou-me para as trevas com os mortos. Desfalece-me o espírito dentro de mim, gela-me no peito o coração. Lembro-me dos dias de outrora, penso em tudo aquilo que fizestes, reflito nas obras de vossas mãos. Estendo para vós os braços; minha alma, como terra árida, tem sede de vós. Apressai-vos em me atender, Senhor, pois estou a ponto de desfalecer. Não me oculteis a vossa face, para que não me torne como os que descem à sepultura. Fazei-me sentir, logo, vossa bondade, porque ponho em vós a minha confiança.

 Mostrai-me o caminho que devo seguir, porque é para vós que se eleva a minha alma. Livrai-me, Senhor, de meus inimigos, porque é em vós que ponho a minha esperança. Ensinai-me a fazer vossa vontade, pois sois o meu Deus. Que vosso Espírito de bondade me conduza pelo caminho reto. Por amor de vosso nome, Senhor, conservai-me a vida; em nome de vossa clemência, livrai minha alma de suas angústias. Pela vossa bondade, destruí meus inimigos e exterminai todos os que me oprimem, pois sou vosso servo. 

Oração: Súplica, discurso, sermão, reza.
Justiça: A virtude de dar a cada um o que é seu.
Juízo: Ato de julgar.
Relegar: Banir.
Confiança: Segurança íntima de procedimento; Segurança de alguma coisa verdadeira; Fé.
Esperança: Esperar o que se deseja; Expectativa; Fé em conseguir o que se deseja.
Clemência: Disposição para perdoar. 

Fé: Crença religiosa; Conjunto de dogmas e doutrinas que constituem um culto; A primeira das virtudes teologais: adesão e aprovação pessoal a Deus e seus desígnios; Firmeza na execução duma promessa ou compromisso; Crença, confiança.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Teu futuro


Surpreendo-me cada vez mais com nossa capacidade de iniciativa e com a força de nossas vontades. Como é possível que sejamos tão poderosos assim? O livre arbítrio é um presente perigoso, que pode nos macular por toda a eternidade. Cuidado ao abrir seu coração e sua mente, pois energias tenebrosas podem adentrar e o teu livre arbítrio usar para te acusar no momento certo.

Estar em um canto e, em seguida, com seus próprios pés se colocar em outro e, em seguida, em outro e, em seguida em outro! Fazendo o que? Por quê? Para quê? O que te falta? O que te levaram? Quem te levou? Pode? Pode! Mas só se você permitir. Nem sempre permita.

Um vacilo e já era.

Daí em diante a reflexão é só uma: teu futuro será bom?