Numa noite enluarada, meu senhor apareceu
Era eu! Era eu
ele disse para mim.
Na mesma hora lembrei
"ora, ei, eu?" -
Sim, era eu.
Então o galo, que já não escuto
mais cantou e me lembrou da tranca aberta
numa rua da floresta, onde já não se encontra mais
O meu amor, o meu peso.
Procura, vai! Procure, e ache!
Inocente, a lua será pisada por ela
A rainha de todos os ensinamentos
Era eu querida.
Sou eu como queiras.
E repito que já me avisastes
"te cuida cigano"
Teu tempo, desmudastes!
Ele vai por outras bandas
Nesta hora, valha-me um fado
de boêmio apaixonado
Pelo que vai, não é nada
Pelo que foi, é o que tem
pelo que é.
Sublime suprassumo e venturoso
Como um livro a acordar
vencedores
Bom estar inspirado e também relembrar os momentos no incômodo de viver os novos. E a lembrança do que já foi é um calo a mais, precede os projetos do futuro, de prazeres, dissabores e loucuras... fomos presenteados com a vida.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
Umas poucas
Posso te mostrar como não preciso do silêncio pra que você saiba o que é ignorância. Também pude mostrar o contrário, mas não. Sozinho pode ser, e é mais gostoso - e não há egoísmo quando se nasce sozinho. Sós - as pessoas são antenadas -, lembra da retórica, não esquece da eloquência. Meus amigos são uma graça e me enchem de vergonha, ah! Como eu gosto. Cheguem mais, que o prazer me alimenta.
Mas aprendi a gostar do que, de maneira diferente, concebi deuses que não me pertencem e estão no meu mundo rico, do que você não sabe, empobrecido pela subversão esperançado pela viciosa consideração do autruísmo, que não esqueci.
Esbórnia, sua rica pobreza
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| Na noite, sem fundamentos, na base ou com elementos, à você, meu silêncio |
meus dentes, Apolônia, e o meu silêncio
Para poucos eu desejo a sorte, saber decifrar
para muitos meu desprezo, peito, calo, morro, prazer
Ah, mãe! Inferno é a prosa dos infernos
Que teu calor não é nada desprezível
ah, fúria silenciada. Sem frestas, sem luz
É a loucura?
ela, pura
E queira morrer, não brilhe a sua luz
Que de tanto querer bem
pobre Matusalém perdeu por não esperar
Acredita na boa vida,
tanto lido,
também vai perder, como ato,
defecar o amor como não
Se fosse possível
(Mas) deite-se pobre
porco
Pirralho
Peite seu belo sorriso
acabe-se na sua verdade
Com ela
acorde
E pensar que derrotei
um já derrotado Jaguadarte
Oh! Lástima
leve certeza de morrer feliz
Adeus ri
cós
Sãs minhas marcas
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